Por que abandonamos dietas?
- Rogéria Taragano
- 25 de out. de 2023
- 2 min de leitura
Como muitos sabem, o jornal “O Estado de São Paulo”, publica semanalmente o caderno “Bem Estar”, dedicado especialmente ao equilíbrio pessoal, abordando temas relacionados à saúde, comportamento, alimentação, saúde mental, dentre outros.
Fui recentemente convidada, pela jornalista Ana Lourenço para participar da matéria 'Por que abandonamos dietas?', publicada virtualmente em 06/10/23 e na sequência, no jornal físico. Como o conteúdo é exclusivo para assinantes, compartilho aqui alguns dos tópicos abordados tanto por mim, como por outros profissionais convidados, desenvolvidos no delicioso texto da Ana.
- Muitas pessoas começam uma dieta (subentenda-se, restritiva), sem refletir se o que estão buscando tem como base a saúde ou a obtenção de um padrão estético, estimuladas por comparações, principalmente, em redes sociais.
- Dietas restritivas não preconizam uma relação saudável e natural com a comida, pelo contrário, alimentos são demonizados e tornam-se proibidos, inviabilizando a manutenção factível daquela prática no longo prazo.
- O processo de perda de peso, que muitas vezes pode sim ser necessário e indicado, costuma ser “vendido” como algo simples, dependente exclusivamente de força de vontade (quando a ciência nos mostra que se trata de um processo bastante complexo e que envolve questões genéticas, ambientais, emocionais, comportamentais, dentre outras).
- Por pensar que “basta querer”, e que “todos conseguem emagrecer com dietas”, algumas pessoas podem enfrentar sentimentos de incompetência, fracasso, frustração e baixa autoestima. Quadros de ansiedade e depressão podem ser acentuados. Dietas restritivas são gatilhos para Transtornos Alimentares em alguns indivíduos.
- Como qualquer dieta restritiva, quando adota ocorrerá a perda de peso rápida (à custa de gordura, mas também de massa muscular), muitos se animam com o resultado imediato. No entanto, o efeito sanfona tende a aparecer, pois nosso sábio corpo “entende que algo vai mal”, que há perigo e que ele precisa retomar o peso perdido, como um mecanismo de proteção.

A fim de ajudar os leitores, a matéria propõe algumas reflexões e oferece dicas, primeiro, lembrando que as necessidades de cada um têm que ser avaliadas e tratadas de maneira realmente individual, preferencialmente por um profissional. Sugere alguns cuidados para quem quer comer de forma mais consciente e cuidadosa:
1) Observar os sinais de fome e saciedade (separando e identificando estímulos emocionais e/ou ambientais);
2) Lembrar que o peso não é o único indicador confiável de saúde e boa alimentação;
3) Comer com atenção plena, desligando-se das telas durante as refeições e focando nas características dos alimentos e no prazer daquele momento;
4) Planejar-se para ter alimentos nutritivos por perto;
5) Praticar auto gentileza, acolhendo suas vontades, características corporais sem se punir quando algo sair do planejado.
Por fim, se a ideia é ir atrás de algum objetivo pessoal no campo do comportamento alimentar, parece melhor focar em pequenas mudanças no dia a dia, factíveis e sustentáveis no longo prazo.
E que você viva bons momentos ao redor da mesa, com sensações positivas e com consciência do que está comendo, desfrutando de uma jornada mais tranquila e prazerosa!
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Esse foi apenas um pequeno resumo da matéria do Estadão: “Por que abandonamos dietas?”, que você confere na integra pelo link: https://www.estadao.com.br/saude/por-que-abandonamos-dietas/
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